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Oficina NDINGA: Quilombo de Vozes

Oficina NDINGA: Quilombo de Vozes

 

NDINGA: Quilombo de Vozes

Sobre a atividade

NDINGA, termo de origem banto que pode significar voz, mensagem ou som, é uma oficina de canto direcionada exclusivamente a pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas. O projeto busca afirmar e proteger um território de troca, cuidado e fortalecimento mútuo.

Objetivo Geral

Fortalecer vínculos comunitários e promover saúde coletiva a partir do fazer musical afroameríndio, compreendido como prática ancestral de cuidado, escuta e reorganização coletiva. A oficina se apresenta como um espaço formativo em que o canto responsório e a musicalidade de matriz afroameríndia são vividos como práticas de enraizamento ancestral, presença comunitária e regeneração das relações.

Objetivos Específicos

  • Ativar cantos responsórios como práticas de escuta e co-responsabilidade

  • Valorizar o canto como tecnologia de cuidado e fortalecimento comunitário

  • Promover vivências musicais que articulem memória, território e afeto

  • Apoiar a reconstrução de redes de pertencimento por meio da música coletiva

Justificativa

O projeto parte do reconhecimento de que o fazer musical afroameríndio é uma prática vital que sustenta a saúde das comunidades, organiza afetos e fortalece redes de solidariedade. Mais do que técnica ou performance, a música aqui se inscreve como forma de cuidar, lembrar e viver em coletivo.

Inspirado pelo quilombismo de Abdias Nascimento, NDINGA afirma o quilombo como experiência presente de liberdade, escuta e reconstrução de mundos. Também dialoga com as reflexões de Meki Nzewi, que compreende a música africana como dimensão essencial da vida comunitária — em que práticas como o canto responsório expressam modelos de convivência baseados na circularidade, no pertencimento e na escuta.

Público-Alvo

Pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas, maiores de 18 anos, com interesse em vivências musicais enraizadas em saberes coletivos. Não é necessário ter formação musical, apenas disponibilidade, escuta e abertura para o processo.

Horários e Local

  • Segunda (manhã): 10h às 12h – Sala AM4

  • Segunda (tarde): 14h30 às 16h30 – Sala AM4

  • Quinta (noite): 19h30 às 21h30 – Camarote
    📍 Fundição Progresso – Lapa

Duração

Encontros semanais ao longo de 4 meses, até a primeira ou segunda semana de dezembro (a depender da disponibilidade do coletivo). Além disso, haverá encontros externos aos domingos (datas a definir, provavelmente nos últimos domingos de cada mês).

Inscrições

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Equipe

  • Nívea Magno – idealizadora/ministrante

  • Jessica Servián – produção

  • Ana Maga – percussionista

Oficina NDINGA: Quilombo de Vozes

Aulas:

Segundas-feiras, 10h e 14h30 / Quintas-feiras, 19h30

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