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Cortejo do Boi da Lua diverte visitantes do Plante Rio

O cortejo brincante do Céu na Terra animou a tarde de sábado no Plante Rio. Junto ao Boi da Lua, o coletivo guiou os visitantes do segundo até o primeiro andar, para sinalizar os últimos eventos do festival. 

A Fundição Progresso estava em efervescência com as oficinas e a feira agroecológica, com mais de 40 expositores. No meio da tarde, o som do tambor ecoou pelos corredores e, logo após, as cantigas entoadas pelos vaqueiros anunciaram: o Boi da Lua estava pronto para brincar.

Os cazumbás, personagens mascarados da tradição do Bumba meu Boi, abriam o caminho entre os visitantes. Com chifres pretos, com chitas coloridas e com decoração de paetês, o Boi da Lua seguia o amo, enquanto ele mesmo era seguido pelas crianças alegres. Todas esperavam o momento para fazer carinho no rosto do adorável, mas travesso animal.

O amo entoou cantigas de boiadeiros. A gira se fez presente no segundo andar do prédio, junto às exposições. Adultos e crianças batiam palmas. O boi correspondia ao ritmo, girando e parando. Já no primeiro andar, os versos de uma toada se tornam significativos. O amor cantou o seguinte trecho: “Se não existisse a lua, o homem viveria na escuridão. Mas, como existe tudo isso, meu povo, eu vou guarnecer meu batalhão de novo”.

Nesse sentido, reiteramos o objetivo do Plante Rio em unir a agenda artística e cultural do Rio de Janeiro às questões socioambientais. Desse modo, o Boi da Lua nos lembrou, por meio de brincadeiras e saberes tradicionais, como o ser humano depende da natureza. Ao longo de dois dias, a Fundição Progresso ofereceu debates e oficinas a fim de construir novos significados para essa relação.

Redação Plante Rio: 

Matéria de Gabriel de Souza

Fotos de Mundo Berriel

Supervisão de Clara Lugão e Iago Damasceño